Monday, December 22, 2008

'Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;'

[...]
Luís de Camões


Hoje dei por mim a imaginar aquilo que sentimos quando se ama, mas não da melhor maneira. Será que as outras pessoas nunca sentiram falta do sofrimento que traz o amor? Nem pareço eu própria a dizer isto, depois do que passei... mas não, não é do sofrimento que faz ferida. É do sofrimento por não estar com alguém, do sofrimento de ter, mas não ter ao mesmo tempo [do meu lado em determinado momento].
Sempre julguei ter uma forma muito sensata de amar. Nunca mostrei ser alguém que não sou, tento dar mais que o que posso dar, mas sem obcessões e possessões, porque tudo isto estraga o amor. É errado estar sempre, é errado querer demais, é errado desejar em excesso, é errado não partilhar!
Quem já amou sabe o que é sentir saudade do ridículo que é o amor, do quanto ridículos nós somos e de tudo que amar comporta. Não é?
Eu sinto-me imune a tudo isto, mas não porque nunca amei.

4 comments:

Anonymous said...

tens razão, mas não sei o que dizer!

Anonymous said...

que te dizer!?

Anonymous said...

Ainda dizem que eu é que as vezes acordo inspirada...tu tens aquela coisa que eu xamo...o dom da palavra....é uma bela reflexao...
sobre o ridiculo que é o amor..mas agora uma perguntinha:
o amor continuava a ser amor se deixa-se de ser ridículo? :)

Di said...

Não, como é obvio... o amor deixa de ser amor se não tiver a sua parte de ridículo! ;)